A Greve na UFRJ
A Greve na UFRJ
A primeira pergunta que se faz é o porquê dessa greve, justamente agora que o governo já tem bastantes problemas para resolver e, à princípio, não olharia para o problema dos funcionários da UFRJ.
A resposta está, ironicamente, ligada à greve do ano passado, na qual os funcionários técnico-administrativos conseguiram a implantação do Plano de Carreira para a sua categoria.
Porém, ao fazer isso, vinculou-se a verba para o Plano de Carreira à Lei de responsabilidade fiscal. Dessa forma, para que a segunda fase desse plano seja implementado, é necessário que os recursos estejam explicitados no Orçamento de 2006, que será votado até o final de Agosto. Por isso a importância da greve, com força total, nesse momento.
Além disso, vale ressaltar que a UFRJ não está só nesse movimento, das 52 universidades federais brasileiras, 26 já aderiram a greve. As reivindicações inclusive vão além de disputas salariais: exige-se a moralização no governo e o fim da corrupção. Como pensar num governo, eleito por trabalhadores, que permita tanta picaretagem e sem-vergonhice?
Com tanto dinheiro circulando através de malas 007, paraísos fiscais e até cuecas, como é possível não haver recursos para áreas essenciais do Brasil, como a educação?
Todos os trabalhadores deveriam parar e dizer: “Não quero mais ser escravo! Quero receber um salário digno!” Imaginem todo o Brasil parado por um dia! Um dia só seria suficiente para mostrar ao governo a força dos brasileiros, a sua união e insatisfação.
A primeira pergunta que se faz é o porquê dessa greve, justamente agora que o governo já tem bastantes problemas para resolver e, à princípio, não olharia para o problema dos funcionários da UFRJ.
A resposta está, ironicamente, ligada à greve do ano passado, na qual os funcionários técnico-administrativos conseguiram a implantação do Plano de Carreira para a sua categoria.
Porém, ao fazer isso, vinculou-se a verba para o Plano de Carreira à Lei de responsabilidade fiscal. Dessa forma, para que a segunda fase desse plano seja implementado, é necessário que os recursos estejam explicitados no Orçamento de 2006, que será votado até o final de Agosto. Por isso a importância da greve, com força total, nesse momento.
Além disso, vale ressaltar que a UFRJ não está só nesse movimento, das 52 universidades federais brasileiras, 26 já aderiram a greve. As reivindicações inclusive vão além de disputas salariais: exige-se a moralização no governo e o fim da corrupção. Como pensar num governo, eleito por trabalhadores, que permita tanta picaretagem e sem-vergonhice?
Com tanto dinheiro circulando através de malas 007, paraísos fiscais e até cuecas, como é possível não haver recursos para áreas essenciais do Brasil, como a educação?
Todos os trabalhadores deveriam parar e dizer: “Não quero mais ser escravo! Quero receber um salário digno!” Imaginem todo o Brasil parado por um dia! Um dia só seria suficiente para mostrar ao governo a força dos brasileiros, a sua união e insatisfação.
Rafael Barcellos
repórter TJ.UFRJ

3 Comments:
Perigosa essa idéia de parar o Brasil por um dia... Caso as pessoas não se lembrem, em 2002/2003 a Venezuela entrou nessa onda de "parar por um dia" e o país ficou em greve geral por 2 meses completos (de dezembro de 2002 a fevereiro de 2003).
O país não só parou no sentido literal da palavra - ruas desertas, comércio imóvel e inoperante, postos de gasolina não abastecidos - como a economia do país, baseada quase exclusivamente no petróleo, sofreu um declínio tão brusco que dificilmente se recuperará.
Eu acho bastante discutível a eficácia da greve. Mesmo que represente um "xeque" no Governo, ela invariavelmente vai ser muito danosa para aqueles que, no caso da educação no Brasil, deveriam ser os mais favorecidos pelas medidas exigidas: os estudantes. Não só os universitários, mas e que acontece com o ensino médio e fundamental? Que lucro podem as escolas públicas conseguir impedindo que milhares de crianças e adolescentes estudem?
Não há como negar que a greve não é um transtorno somente para o alvo dela: o governo é, na verdade, o menos afetado.
Acho que há outros tipos de manifestação e protestos que agem menos como um "tiro pela culatra"...
Ah, mas a greve na Venezuela estava programada para durar menos de 2 semanas. Era só pra "passar o recado" pro presidente Chávez.
Obviamente, o prazo se estendeu além das expectativas, e deu no que deu.
Medidas extremas geralmente acabam sendo tiros saídos pela culatra.
A propósito, no jornal O globo online há somente UMA notícia sobre a greve dos colégios D. Pedro II, e nenhuma MENÇÃO às Universidades federais...
O estadão e a Folha de SP parecem publicaram algumas noticias.
Ainda não achei nada no JB...
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