sexta-feira, outubro 21, 2005

Referendo - capítulo 4 - concluindo, as duas campanhas...

Bem Amigos do TJ.UFRJ, se a impessoalidade havia nos marcado até a última publicação, desta vez, não há muito o que impessoalizar, é neste fim de semana que o Brasil decide se proíbe ou não a comercialização de armas de fogo e munição em todo território nacional. Nestas 2 semanas, foi um árduo trabalho reunir tantas informações e recortá-las para fazer em capítulos a cobertura do TJ.UFRJ sobre o Referendo.
De lá para cá, muitas coisas mudaram, muitos indecisos se dicidiram, alguns leitores, alguns anônimos, alguns comentários, mas uma boa quantidade de acesso, para quem ainda está no sub-mundo! De qualquer jeito, o objetivo parece ter sido alcançado, esclarecer dúvidas, apresentar as opções e o mais importante, decidir o voto, afinal, não pensem que só vocês estavam indecisos, este repórter/cidadão também não estava certo de sua decisão, mas o bravo TJ.UFRJ esclareceu muitas dúvidas.
Poderia ter começado este texto falando do debate sobre o referendo realizado nesta quinta-feira na UFRJ, mas como nossos repórteres farão isto, e eu só assisti o encerramento, dou a este debate a mesma importancia de outras fontes de informação, as quais me fizeram decidir pelo voto.
Mas ainda não é hora de revelar o voto e sim falar das duas campanhas... as campanhas de sim e não, que se estenderam por rádio e televisão, em cadeia nacional, e também, nos ônibus, na universidade, na roda de amigos e nos mais variados centros de encontro social e de circulação de informação, para não perder o espítito comunicólogo.
Muitas pesquisas, debates, dados, dados e dados. Em um programa da TVE, vi um advogado que defendia o não dizer que para ele, os números não diziam nada... Vi Ciro Garcia do PSTU segurar a mesma bandeira de Jair Bolsonaro... Vi a Angélica dizer não as armas, mesmo andando com muitos seguranças armados... Vi um professor dizer que vai montar um comércio de armas clandestinas... Vi uma propaganda dizendo que pobre vota sim, porque não tem dinheiro para comprar armas... Vi gente defender o Voto Nulo, mesmo que neste referendo o voto nulo não sirva para nada... Li uns e deletei muitos outros e-mails sobre o referendo.
Mas afinal, que decisão tomar? Antes das campanhas, era simpático ao Não. É realmente querer tirar um direito, mas é fato que quem tem uma arma, tem o propósito de ferir; li que em nossa constituição está o livre-arbítrio e o direito a segurança, mesmo que nossa polícia não nos proteja; Sei que arma não é solução para ninguém, mas pode ser uma opção. Acho que quem tem uma arma, tem idade e tem que ter maturidade psicológica suficiente para possuí-la, inclusive para pensar em possíveis acidentes, afinal, arma não dispara sozinha...
E assim a violência continua, continuamos nos sentindo no olho do furação, mesmo desconhecendo esta situação. Mesmo achando que o Viva Rio é o movimento social mais sério do mundo. Mesmo ouvindo que ter armas é a solução para a revolução social do povo. Mesmo vendo que grande parte do debate gira em torno de apoiar ou não o governo. Mesmo vendo que não estamos falando de um sistema inteligente de cadastro de armas, mesmo vendo tanta coisa, chego a conclusão do meu voto.
Desculpe o suspense, meu voto é NÃO, voto 1, porque não acho que proibir a comercialização de armas é a solução, simplesmente isso, logicamente sustentado por muitos outros argumentos. Não voto SIM, voto não, nada mais, nada menos. Voto não, não porque não apoio o governo, não porque apoio o Bolsonaro ou o PSTU, não porque acho que a propaganda foi melor e mais convincente, não porque não me importo de morrer assassinado, não porque o mv-asil apoia, não porque meus amigos votam não (nem todos!), não porque quero agradar meu pai ou porque quero influenciar alguém.
Nada contra que vota sim, ou total apoio a quem vota não, simplesmente essa é minha opinião.
Agradeço as visitas ao site, e espero que tomemos a decisão correta.
Leiam, pensem, opinem nos comentários, e não esqueçam de nos visitar,
afinal falta o último capítulo, o veredito!
Até a decisão final, bom voto, boa sorte, e sigam no TJ.UFRJ
Eduardo Melido,
Editoria de Política