Opinião
Bem vindos, com pequeno atraso, por problemas que qualquer usuário da Internet pode ter, a Editoria de Política publica, mesmo que em cima da hora, uma das opiniões recebidas sobre este referendo, o texto é do repórter do TJ e estudante da ECO, Diego Cotta.
Boa Leitura!
Não quero votar
A constituição brasileira diz que todos os cidadãos são obrigados a votar, com exceção dos menores de dezoito anos e os idosos a cima de 65 anos, que já possuem a "regalia" da alternativa. Esse assunto é bastante discutível a medida que uns defendem a idéia do voto facultativo e outros, seguindo a linha constitucional, sustentam a obrigatoriedade.
Se nos guiarmos pela essência do pensamento republicano, cuja principal defesa é o direito da liberdade em todas as suas instâncias, a obrigatoriedade não tem razão de ser. Qualquer lei que compele um indivíduo a realizar algo que não é de seu desejo, desde que não seja crimes hediondos, não possui consistência dentro do modelo liberal vigente.
Fala-se, demagogicamente, em "votar para exercer a cidadania", porém não se é constatado que ela pode ser exercida de outras maneiras, como respeitar as placas de trânsito, os idosos ou, até mesmo, não jogar lixo nas ruas.Assim, não se sentir preparado, ou melhor, ter o direito de não querer eleger nenhum político (o que é absolutamente compreensível atualmente) deve ser respeitado e incorporado a nossa constituição.
Em suma, vivemos em uma sociedade castradora que nos impede de usufruir dos mais simples direitos da lei, como ter a opção de interferir no destino do país (se é que isso é possível) ou não. Portanto, fica cada vez mais claro que a obrigatoriedade é muito mais autoritária do que representante da "democracia" que diz defender.
Diego Cotta

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